6 de jul de 2009

E se a fonte secar?

A matéria de ontem do Régis Tadeu, na coluna de música do Yahoo, se intitula “Quando voltar não é preciso”. Fala do retorno de duas bandas “adoráveis”: Creed e Limp Bizkit. Pelo título do texto a gente percebe, que para ele, adorável mesmo foi o tempo em que estiveram de “férias”. Lendo lembrei de outros nomes da música que não reconhecem quando a fonte seca e que insistem em fazer coisas realmente bizarras.

Como exemplo temos o excêntrico Tom Zé. Suas aparições são sempre marcadas pela pergunta “o que é isso?”. O cantor com suas performances inusitadas deixa o público sem saber se ele está ou não fazendo música. Mudando os canais da TV me deparei com sua figura e me vi diante dessa questão.

Outra matéria que vi pouco tempo atrás elogiava nomes como Tina Turner e David Bowie. Com o passar dos anos eles souberam se adaptar e não perderam a essência da música, não se tornaram figuras medonhas, segundo o autor. O elogio do texto era em relação à produção musical, mudaram um pouco o estilo, mas continuam com um trabalho de qualidade.

O texto do Régis me fez lembrar dos que não conseguem mais sobreviver com as novas produções, pois estas não conseguem ter a mesma qualidade que as anteriores. E então, trabalham em cima das antigas. O material antigo do Iron Maiden empolga mais os fãs do que as músicas mais recentes dos tiozões. No documentário sobre a banda Bruce Dicknson, afirma que isso não significa que pararam no tempo e diz que a turnê - que lembra muito o Maiden dos anos 80 - é uma oportunidade para os novos admiradores. O que de fato é verdade, porque pessoas que não viveram aquelas épocas saem muito satisfeitas com o show do Maiden (eu).

Esses músicos que sempre celebram os sucessos antigos seguem um dos possíveis caminhos para não apostar em uma mudança errada, na minha humilde opinião. E acredito que outro possível caminho foi o tomado pelos Los Hermanos. Eles tiraram “férias” antes que a fonte começasse a secar, não tendo a chance de caírem na falta de criatividade, deixando fãs desolados (eu). Os membros da ex-banda partiram para produções paralelas, o que deve aguçar suas mentes para realizarem bons trabalhos. Contudo tais comportamentos podem ser encarados com uma grande preguiça e falta de coragem de tentar mudar.

2 comentários:

  1. Los Hermanos, ontem mesmo tava pensando muito sobre algumas músicas deles, pois a Thamps postou no twitter que tava baixando. Quanto aos trabalhos mais antigos do Maiden empolgar mais os fãs, acho que é pela qualidade, mas também que tudo que é mais antigo passa a impressão de ser melhor, por questão de saudosismo puro. E aí cria a imagem mesmo pra quem não viveu o passado.

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  2. Putz, não gosto do Regis Tadeu, mas está ai algo que tenho que me curvar e aceitar o que ele disse.
    Se todos os "vencidos" tirassem férias e repensassem sua essencia de existir, e quando na falta de uma, não mais voltassem, tudo seria melhor...mais bonito.

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