11 de set de 2009

Os problemas de Zakk Wylde



O grande (em todos os sentidos) guitarrista Zakk Wylde não se encontra em uma boa fase. Em agosto, ele foi hospitalizado após desmaiar em um show. E foram diagnosticados coágulos nos seus pulmões, e também, nas pernas. Em meio a tudo isso seu patrão Ozzy Ousbourne declarou que estava almejando realizar uma mudança em sua banda e esta seria a troca de wylde por um outro músico. O príncipe das trevas alegou que o som do Black Label Society – Banda comandada por Zakk - estava muito parecido com seu e isto estava lhe trazendo insatisfações.


Tais fatos foram esclarecidos via Twitter. Ele postou na rede de miniblogs desconhecer a vontade de Ozzy. E foi no site também que sua esposa Barbaranne informou aos fãs sobre o a saúde do músico. Segundo ela, seu estado era estável,todas as recomendações médicas estavam sendo seguidas e Wylde estaria se recuperando no conforto de seu lar.


Mas, pelo visto as declarações não passaram de blá blá blá. O patrão não ficou só na vontade e após muitas especulações, oficializou o grego Gus G (Firewind) no lugar de Wylde. E acabou com a parceria de 21 anos nesta semana. Barbarenne , por sua vez, deu declarações afirmando que o estado de saúde do marido não é tão simples quanto parecia. O guitarrista é portador de um distúrbio genético que ocasiona problemas de coagulação e de circulação sanguínea.


Toda essa movimentação, torna frágil a imagem bruta que temos dele nos palcos. Durante os shows, podemos ver um bárbaro que impressiona por sua postura diante da platéia - mesmo cuspindo excessivamente. Ele é quase a personificação da lendária atitude rock’n roll. E agora está desempregado e adoentando.


Lembro-me do show do Ozzy aqui no rio em abril de 2008 (na mesma ocasião Wylde se apresentou com sua banda). Estava rolando Paranoid, ele lançou sua guitarra ao público e depois desceu na pista para buscá-la. Era um troglodita agredindo as pessoas, mas nenhuma delas ficou indignada com a situação. O fãs só queriam tocá-lo e aceitavam levar socos sem nenhum problema. Espero que ele consiga proporcionar mais momentos como esse aos seus admiradores.


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6 de set de 2009

Os Normais 2 – A noite Mais Alucinante de Todas



Um “mini flashback” das sextas–feiras de seis anos atrás


Depois de certo tempo de relacionamento, a intimidade dos casais tende a sofrer crises. É comum ouvirmos: “no início não era desse jeito”, “no começo do namoro era tudo diferente” e, outras tantas declarações parecidas. O sexo é o mais afetado pela rotina, em alguns casos ele quase desaparece do cotidiano dos namorados, casados ou noivos. Quando isto acontece, o primeiro pensamento é inovar, apostar em novidades. E como não poderia ser diferente Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres), passam por tudo isto depois de 13 anos de noivado, em “Os Normais 2 – A Noite mais Alucinante de Todas”. Eles tentam apimentar a relação com um ‘ménage à trois’ e a trama do filme se desenrola através da busca do terceiro elemento para a polêmica prática sexual a três.


É ótimo e empolgante reencontrarmos os dois depois de tanto tempo, ainda mais nas telonas. É isto que pode gerar bilheteria para esse segundo filme do casal. Mas o novo trabalho, dirigido por José Alvarenga Jr., também responsável por Divã, não tem cara de cinema. A impressão que fica é que voltamos seis anos no tempo e estamos em uma sexta-feira à noite assistindo a mais um episódio do seriado - o que é reforçado por todas as caras globais presentes no elenco. Realmente dá para pensar que se trata de algo desenvolvido para tv.


Em Os Normais – O filme (de 2003) é esclarecido como Rui e Vani se conheceram e agora temos a oportunidade de ver o resultado desta relação. O que leva o público a refletir sobre como andam seus relacionamentos e suas vidas sexuais. Muita gente pode até se questionar se a vida com o parceiro está realmente valendo a pena. As temáticas tratadas pela dupla sempre tiveram esse poder, trazendo reflexões sobre o cotidiano embutidas em circunstâncias hilariantes. As pessoas se identificam com o casal e é esse o ponto alto do filme.


Mas, Além do sexo ter ficado sem graça, as piadas também perderam parte do seu brilhantismo. Se compararmos com as que eram exibidas na tv e, também, com as do primeiro longa, Os Normais 2 ganha ares patéticos. Existem situações engraçadinhas, mas que não chegam a gerar grandes risadas. O que conhecemos de “Os Normais”, nos leva a pensar que estamos realmente diante de um desgaste. O filme é fraco diante do que era desenvolvido em outros tempos. Contudo, serve para vivermos um “mini flashback” e matarmos as saudades.


14 de ago de 2009

Arraste-me para o inferno


Ainda não é dessa vez que um bom filme de terror chegará aos cinemas

Uma lenda estranha e desconhecida e uma jovem de bom coração. Através desses dois elementos podemos narrar um bom conto de terror. E partindo deles que acontece a história de Arraste-me para o inferno (Drag Me To Hell), que estréia hoje, dia 14 de agosto nos cinemas do Brasil. Sam Raimi - famoso por dirigir a trilogia Spiderman - apostou nessa antiga fórmula na produção que o traz de volta aos filmes de terror, gênero pelo qual deu inicio a sua carreira com a trilogia Evil dead.


Christine Brown, interpretada por Alison Lohman, trabalha com empréstimos em um banco. Ela está prestes a assumir um cargo maior e, na tentativa de impressionar seu chefe, recusa credito a uma velha senhora. A estranha mulher sente-se humilhada por Christine e lança sob ela uma antiga maldição cigana. A jovem passa então a ter apenas três dias de vida até que seja levada ao inferno. E, durante esse tempo, será atormentada por espíritos malignos.


A história até parece ser interessante, dá a sensação de que a receita está correta e que se trata de um bom filme de terror como não vemos há tempos. Mas, basta assistir a alguns minutos do longa para percebermos que o sentimento do inicio não passava de um mero engano. O roteiro assinado por Sam e Ivan Raimi nada tem de aterrorizador. Na realidade, existe mais um ar cômico do que de terror.


Os personagens parecem mais caricaturas dos antigos filmes do gênero: Christine é a mocinha loira, com boas cordas vocais, pois precisa gritar bastante. Existe também, o bom rapaz que tenta livrar a menina indefesa do caminho do mal, no caso, o namorado da protagonista, Clay Dalton (Justin Long). E a velha “bruxa” que aparenta até mesmo um zumbi, a senhora Ganush (Lorna Rayer) - um estereotipo vivo dos filmes de terror. Além disso, os acontecimentos esperados de um longa desse tipo, aquilo que presumimos que vai ocorrer, surgem de forma exagerada. O que leva a crer que as situações foram construídas com sarcasmo. Até mesmo o sacrifício de animais torna-se algo engraçado, alias como todo o resto. A pessoa vai ao cinema querendo levar bons sustos e ficar com medo e o máximo que consegue é uma dor de barriga de tanto rir.


É bom acreditar que o diretor na realidade queria lançar um clássico do cinema trash, pois nesse estilo o que faz sucesso são os trabalhos que não são bem feitos. O que parece é que ele não tinha a intenção de fazer um bom filme de terror, mas sim contar uma narrativa divertida em cima de uma grande sátira ao gênero. Talvez a intenção de Sam Raimi era mesmo brincar e tornar a Ganush a nova musa do trash.

13 de ago de 2009

Sempre existe algo mais para ser explorado


Depois de sermos agraciados por álbuns lançados por ‘cantoras’ como a ex- BBB Solange,Viviane Araújo e Mulher Melancia, mais uma obra prima está prestes a chegar na prateleiras das grandes lojas. Só que desta vez, quem solta a voz consegue esboçar talento, não digo que seja musical, mas ele existe e a aspirante a cantora não apresenta apenas um corpo bonito. Trata-se da estrela mirim, o último upa lumpa vivo e rainha do SBT, Maísa.


Ela começou no programa do Raul Gil e Silvio Santos enxergou os cifrões naqueles cachinhos dourados e a levou para sua emissora. E agora quem acredita que também pode ganhar com a jovem apresentadora é a gravadora universal. É fato que a pequena é esperta e apresenta seu programa de desenhos como ninguém, porém suas habilidades musicais ainda são desconhecidas. Será que Maísa irá surpreender e demonstrar que ainda existe muito a ser explorado do seu trabalho infantil?


A musa do top five do CQC, pretende lançar um álbum dedicado ao rock. E contará com a ajuda de Roger do Ultraje a Rigor na produção de seu CD. Ele escreveu uma das faixas interpretadas por ela, chamada “O Tio” que fala do universo virtual, do orkut e do msn. A menina apresentará oito canções inéditas e contará com a participação da dupla sertaneja Jorge e Mateus e também de Eliana e Ivete Sangalo ( mas não era de rock??? =/ ).


A garotinha tem contrato de exclusividade com o canal do tio Silvio e não pode dar entrevistas para nenhum outro veículo de comunicação. Mas a gravadora afirmou ao jornal O Globo que Maísa irá prestar esclarecimentos sobre o trabalho, pouco tempo antes do seu lançamento. A data prevista para que o álbum chegue às lojas é 25 de agosto, ou seja, até o final deste mês ficaremos sabendo se essa faceta da menina também renderá lucros.

21 de jul de 2009

Aguarde e confie

Percorrendo os blogs alheios, me deparei com a notícia de dois possíveis shows internacionais no Brasil. Segundo o Metalblog, o aguardado AC/DC pisaria em solos tupiniquins em novembro deste ano. E o Black Label Society em 2010.

Ouvimos essa história de AC/DC por aqui já faz algum tempo. Lembro de um boato no inicio do ano que dizia que a banda abriria os shows do Kiss em abril desse ano. Será que dessa vez os rumores sobre a apresentação irão se concretizar? Aguarde e confie, pensamento positivo é o segredo do sucesso.

Quanto ao BLS parece que o fato é verdadeiro, pois segundo o blog, o Semi-Deus Zakk Wylde, teria postado em seu Twitter que viria ao Brasil em turnê após finalizar seu novo álbum. Os caras estiveram aqui em 2008, abrindo o show do Ozzy. E durante a apresentação aqui no Rio Zakk lançou a guitarra em direção ao público. O resultado foi uma tremenda confusão com direito a feridos. Será que mestre Wylde lançará algum outro objeto para os fãs? Será que fará show no Rio, onde tentaram furtar seu instrumento? Será que esses posts no Twitter são verdadeiros? Aguarde e Confie

Além destes, desde do inicio do mês correm rumores sobre uma possível apresentação do Metallica em janeiro do ano que vêm. A banda viria ao Brasil com a turnê Deth Magnetic, dessa vez sem cancelamentos (assim espero). James Hetfield teria declarado que a passariam pela América Latina, mas não falou nada de Brasil, segundo informações obtidas no de forma soturna no Orkut. Mas com o pensamento positivo é o segredo do sucesso (afinal esse livro vendeu horrores), eu aguardo e confio muito mesmo que o Metallica, com James e companhia, realmente façam um show por aqui.

Exposição interativa permite que visitantes conheçam novidades do mercado musical

Para quem gosta de fazer música e não de apenas ouvi-la esta será uma boa semana. De 22 a 26 de julho acontece uma exposição de instrumentos musicais interativa no shopping Tijuca. No Yamaha Play now, promovido pela fabricante Yamaha, os visitantes poderão fazer um “test drive” com os baixos e guitarras.

Além desses, ainda estarão expostos sintetizadores, baterias eletrônicas, violões e também equipamentos para estúdios. Segundo matéria publicada no jornal O Globo no último dia 20, a fabricante garante que a exposição contará com lançamentos que ainda não estão disponíveis nas lojas.

A abertura do evento aqui no Rio de Janeiro, contará com a apresentação de Tico Santa Cruz da banda Detonautas, às 20 horas, na expansão do shopping. As pessoas poderão visitar a exposição das 10 às 22 horas até sábado e no domingo de 12 às 21 horas. No site da fabricante é possível encontrar as datas em que os instrumentos estarão expostos em outros lugares. Eles ainda percorrerão São Paulo e o Rio Grande do Sul até o final do ano.

12 de jul de 2009

Mais um dia 13 de julho

Em 1985, no dia 13 de julho, aconteceu um festival que visava angariar fundos para ajudar os famintos da Etiópia, o Live Aid. Neste, apresentaram-se grandes nomes do rock como Queen, David Bowie, Black Sabbath e Judas Priest. Os shows ocorreram ao mesmo tempo nos Estados Unidos, em Londres, em Sydney, Moscou e no Japão. Com transmissão em larga escala na Tv. Desde então, a data ficou conhecida como o dia mundial do rock.


A arrecadação foi boa, as pessoas ligavam e doavam dinheiro, estilo o nosso famoso “criança esperança”. Em 2005, tivemos uma versão mais moderninha, o evento foi nos países pertencentes ao G-8. Dessa vez, os rockeirões do mal clamavam pelo perdão das dívidas dos países da África.


Por que iniciativas como esta não ocorrem todos os anos? A data inicialmente tinha um significado interessante. Mesmo que essas assistências imediatistas pouco resolvam os problemas do mundo. Acho que refletir sobre o objetivo do dia 13 de julho de 1985 é mais interessante que apenas assistir um especial no multishow.


Não necessita ter um evento desse porte por ano, mas acredito que as pessoas que falam de boca cheia que dia 13 é dia do rock poderiam refletir um pouco sobre o que foi esse festival. E os rockeirões do mal, poderiam deixar essa história de malvadeza e revolta no coração, para fazer boas ações. Pode parecer hipocrisia, mas nem é. E solidariedade não é dar uma moedinha a um garotinho sujinho na rua. Pensem e tentam descobrir como se pode praticar essa bondade. Isso independe da musica que você escuta e também do dia do ano.

6 de jul de 2009

E se a fonte secar?

A matéria de ontem do Régis Tadeu, na coluna de música do Yahoo, se intitula “Quando voltar não é preciso”. Fala do retorno de duas bandas “adoráveis”: Creed e Limp Bizkit. Pelo título do texto a gente percebe, que para ele, adorável mesmo foi o tempo em que estiveram de “férias”. Lendo lembrei de outros nomes da música que não reconhecem quando a fonte seca e que insistem em fazer coisas realmente bizarras.

Como exemplo temos o excêntrico Tom Zé. Suas aparições são sempre marcadas pela pergunta “o que é isso?”. O cantor com suas performances inusitadas deixa o público sem saber se ele está ou não fazendo música. Mudando os canais da TV me deparei com sua figura e me vi diante dessa questão.

Outra matéria que vi pouco tempo atrás elogiava nomes como Tina Turner e David Bowie. Com o passar dos anos eles souberam se adaptar e não perderam a essência da música, não se tornaram figuras medonhas, segundo o autor. O elogio do texto era em relação à produção musical, mudaram um pouco o estilo, mas continuam com um trabalho de qualidade.

O texto do Régis me fez lembrar dos que não conseguem mais sobreviver com as novas produções, pois estas não conseguem ter a mesma qualidade que as anteriores. E então, trabalham em cima das antigas. O material antigo do Iron Maiden empolga mais os fãs do que as músicas mais recentes dos tiozões. No documentário sobre a banda Bruce Dicknson, afirma que isso não significa que pararam no tempo e diz que a turnê - que lembra muito o Maiden dos anos 80 - é uma oportunidade para os novos admiradores. O que de fato é verdade, porque pessoas que não viveram aquelas épocas saem muito satisfeitas com o show do Maiden (eu).

Esses músicos que sempre celebram os sucessos antigos seguem um dos possíveis caminhos para não apostar em uma mudança errada, na minha humilde opinião. E acredito que outro possível caminho foi o tomado pelos Los Hermanos. Eles tiraram “férias” antes que a fonte começasse a secar, não tendo a chance de caírem na falta de criatividade, deixando fãs desolados (eu). Os membros da ex-banda partiram para produções paralelas, o que deve aguçar suas mentes para realizarem bons trabalhos. Contudo tais comportamentos podem ser encarados com uma grande preguiça e falta de coragem de tentar mudar.

28 de jun de 2009

The King of Pop


Um dia que parecia como outro qualquer, mas que de repente entrou para a história mundial. Quinta-feira, 25 de junho de 2009, foi nesta data que um mito finalizou sua trajetória. Todo mundo certamente vai manter na lembrança o modo como soube e qual foi a reação diante da triste notícia de que o Rei do Pop havia falecido. Michael Jackson deixou uma multidão de súditos inconformados. Certamente, o primeiro pensamento na cabeça das pessoas era que tudo não passava de uma brincadeira de mau gosto, aquilo não poderia estar acontecendo. Pensamento alimentado pelos desencontros de informações dos órgãos da imprensa, que pareciam temer anunciar que a informação era real.

Esse sentimento afetou a todos, fãs ou não, e conseguiu derrubar o poderoso Google, devido ao grande número de buscas por informações sobre o astro. Isso tudo porque Michael não era simplesmente um cantor, ou um negro que virou branco, ou ainda, um seguidor de Peter Pan. Ele simplesmente conseguiu influenciar pessoas por mais de 30 anos. Mesmo os nascidos nesse novo século, que hoje estão à beira dos 10 anos de idade, conhecem as músicas do Rei e tentam imitar seus passos de dança. Quem nunca tentou fazer o Moonwalk?

Michael Joseph Jackson começou sua carreira ao lado dos irmãos no grupo Jackson five, ainda criança e enfrentou a dura disciplina imposta por seu pai. Sendo esse o possível motivo para sua síndrome de Peter Pan. Ele não queria ser adulto e por viver cercado de crianças acabou ganhando a fama de pedófilo. Está circulando na Internet uma possível declaração de Jordan Chandler - que com 13 anos, em 1993, o acusou por abuso sexual - “Eu nunca quis prejudicar Michael Jackson ou mentir sobre algo tão grave. Meu pai foi quem me forçou a mentir”.

Seu auge foi na década de 80, foi em dezembro de 1982 que lançou "Thriller", até hoje o disco mais vendido de todos os tempos. Entre os marcos deste álbum temos o vídeo de Thriller, que revolucionou o conceito de videoclipe. Michael investiu muito mais dinheiro que o reservado para essas produções na época. O resultado foi um curta-metragem, com a participação do mestre do terror Vincent Price – O dono da risada maléfica do final do vídeo. E foi durante "Billie Jean", música que também pertence a este álbum, que Michael deslizou de costas pelo palco e eternizou o passo “moonwalk”. Sem dúvidas o mais copiado de todos os tempos.

Se os anos 80 foram reservados para o estrondoso sucesso de Michael, os 90 ficaram com os escândalos. Ele estava “desbotando”, cada vez mais branco, com acusações de pedofilia e com o rosto modificado por excessivas cirurgias plásticas. Casou-se com Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley - o Rei do Rock. O casamento real ficou na mira da mídia que especulava ser apenas uma jogada de marketing. No próprio dia 25, a ex-esposa do cantor declarou em seu blog que o relacionamento deles era verdadeiro. E disse ainda, que em uma certa conversa Michael afirmou que morreria como o sogro.

As comparações com Elvis são pertinentes, Elvis morreu viciado em remédios e Michael parece ter sofrido do mesmo mal. Outro ponto semelhante são as indagações sobre o motivo que o levou a morte. A grande comoção dos fãs também faz lembrar a morte do Rei do Rock. A diferença entre os dois fica na abrangência do Rei do Pop. Nenhum outro conseguiu atingir os pontos do planeta que ele atingiu. Não existe quem não conheça e saiba a história dele.

No próximo dia 12 de julho, Michael iniciaria uma nova turnê com 50 shows em Londres. Os ingressos se esgotaram rapidamente, e agora com a sua morte, os fãs serão ressarcidos pela empresa organizadora. A AEG Live pode ter um prejuízo de 348 milhões de euros, segundo a pagina eletronica da MTV. Mas já circula na Internet a possibilidade da estrutura armada para os espetáculos ser aproveitada para o tributo ao Rei do Pop. E segundo o site Famaosfera, Madonna estaria disposta a participar da homenagem.

Seu falecimento afetou a programação das emissoras de TV, o fez ser capa de grande parte dos jornais do planeta e até mesmo fez a revista Times lançar uma edição especial sobre o cantor (a última edição especial foi no episódio de 11 de setembro). Em dois dias as vendas de seus discos dispararam, e o levou ao topo dos rankings novamente. Além de manifestações em sua homenagem em todos os pontos do mundo, ele fez o congresso americano parar o debate sobre a lei de combate as mudanças climáticas para homenageá-lo, segundo foi publicado pelo jornal Folha de São Paulo. O governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a construção de uma estátua no moro Dona Marta, onde ele gravou parte do clipe "They Don't Care About Us”. Nas ruas as pessoas só falam no que ele representou em suas vidas e de como suas músicas as marcaram. Ele é e ainda será por um bom tempo o assunto da vez. Finalizou sua passagem entre nós de forma inesperada, como todo bom mito faz.